O papel da fitase na alimentação de suínos

A importante participação da suinocultura no mercado industrial, vem de encontro com os avanços tecnológicos, melhorias na genética, conhecimento preciso de exigências nutricionais, a preocupação do bem-estar animal através da adoção de um manejo adequado em que, assim, busca-se resultados por melhores índices zootécnicos. Todas essas características podem determinar o sucesso ou não da granja, atendendo de modo eficiente, as exigências do mercado tanto pela quantidade más, principalmente, pela qualidade do produto (CORASSA et al., 2009).

Dentro do processo produtivo, existe a necessidade de pesquisas no que diz respeito a matérias-primas alternativas, principalmente por dificuldades encontradas no mercado por questões de disponibilidade e preço. A utilização de enzimas, como a fitase, na alimentação de suínos, contribui de forma significativa no metabolismo animal. A enzima fitase atua no complexo inositol-fosfato, desdobrando a cadeia, melhorando a disponibilidade do fósforo fítico presente nos grãos. Essa ação enzimática da fitase em rações para monogástricos, proporciona melhoria da digestibilidade da dieta através do aumento de nutrientes digestíveis, a diminuição da ação de fator antinutricional do fitato (SELLE & RAVINDRAN, 2006), redução da inclusão de fontes de cálcio e fósforo inorgânicos nas dietas, refletindo em baixos custos de produção (MAENZ, 2001) e diminuição de nutrientes nas fezes contribuindo em menor potencial de poluição ambiental (KORNEGAY, 2001).

A utilização de enzimas exógenas na alimentação de suínos e aves é importante não somente para a hidrólise de fatores antinutricionais o qual favorece o aproveitamento eficiente dos nutrientes más também, para redução da viscosidade da digesta (GRAHAM, 1996).

O processo de hidrólise do fitato pode ser influenciado por alguns fatores como umidade, variação do pH, temperatura, presença de minerais como cálcio, tempo de passagem da digesta. A capacidade de hidrólise da fitase é reduzida conforme o aumento da velocidade de passagem da digesta. A origem do alimento (tipo), a quantidade de fitase empregada e a idade do animal, também influenciam a atuação da fitase (JONGBLOED et al. 1997). O cálcio é um macromineral de grande importância o qual, influencia em grande parte a atividade da fitase no trato gastrintestinal de monogástricos, diferentemente de outros minerais como flúor, cobre, mercúrio e ferro que, inibem a atividade da fitase (LEESON, 1999).

Portanto, a inclusão de fitase nas dietas de suínos, possibilita ao criador, redução de custos nas rações a partir de menor adição de fósforo inorgânico além da preocupação com a saúde dos animais e com maior valorização e respeito com o meio ambiente.

 

Autor: Rodrigo Dias Coloni - Zootecnista, Mestrado e Doutorando da UNESP de Jaboticabal.

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