Consequências da greve de caminhoneiros

Terminou segunda-feira, dia 30 de julho, a greve de caminhoneiros que paralisou o trânsito de caminhões de todas os tipos de cargas em estados como Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Amazonas. A greve foi desencadeada pelo decreto da lei federal 12.619, publicada no último dia 30 de abril e que entrou em vigor nesta segunda-feira.

A lei regulamenta uma jornada de trabalho para o caminhoneiro, e entre outros pontos, estabelece um período de 11 horas de descanso entre duas jornadas, o que foi motivo de discordância dos afetados pela mesma.

A paralização que teve duração de uma semana prejudicou o abastecimento de mercadorias, principalmente na indústria alimentícia em grande parte do Brasil, fazendo com o que os preços de alguns itens se elevassem em até mais de 50%. O galpão da Ceasa, no Rio de Janeiro, por exemplo, ficou praticamente vazio, pois se esperava que na segunda-feira chegasse de São Paulo um carregamento constituído por seis caminhões para abastecer o local, o que não ocorreu, logo, o que havia de estoque foi comercializado com preços nas alturas. Uma caixa de laranja de 40,8 quilos que tem seu preço normal de R$ 14 foi vendida à R$ 25, o saco de batata de 60 quilos saltou de R$ 40 para R$ 100. E mesmo com esta discrepância no valor dos alimentos, na terça-feira 90% do fornecimento do Ceagesp estava comprometido e só na quarta-feira os preços começaram a se estabilizar.

A Cooperativa de Agricultores de Plantio Direto (Cooplantio) também foi uma grande prejudicada com essa paralização, atrapalhando-os principalmente no trânsito de Minas Gerais, Espirito Santo, Bahia e Amazonas. "A gente até conseguiu carregar os caminhões, mas a entrega é que não estava acontecendo. Os caminhões ficavam parados nas barreiras. Entre 60% a 70% das nossas cargas ficaram paradas na semana passada e no dia 31 de junho ficamos com mais de 70% de paralização nas cargas", afirma o coordenador de logística de alimentos da entidade, Luciano Lopes. E como método de amenização a cooperativa manteve seus clientes atualizados sobre os problemas enfrentados ao longo do percurso.

No Centro de Abastecimento de Santa Catarina também houve grande elevação nos preços e um grande problema dos comerciantes foi o que mesmo com a escassez da mercadoria e os preços altos, o povo não se intimidou a comprar o que queriam.

Nas empresas associadas à União Brasileira de Avicultura (Ubabef), o grande problema foi no abastecimento de ração para a criação de frangos e no transporte de animais vivos, como pintos de um dia para as regiões produtoras e de aves vivas para as agroindústrias.

A única que não sofreu tanto com a situação foi a Cooperativa Batavo para fazer a entrega de commodities (soja e milho), pois havia estoque, mas mesmo desviando caminhos, se a greve continuasse os prejudicaria muito na captação de leite, por ser um item altamente perecível.

 

 

 

 

Fonte: Revista Globo Rural

Adaptação: Revista Agropecuária

 

 

 

 

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