Como medir o consumo de pastagem pelos bovinos?

Mensurar a quantidade ideal de pastagem que deve ser consumida pelos bovinos à pasto é um grande desafio para proprietários e profissionais que trabalham com esta produção.

Em áreas tropicais, o consumo de matéria seca ineficiente pelos animais é responsável por quedas produtivas, o que têm despertado interesse da pesquisa em nutrição animal, desde o início do século XX.

Muitos têm sido os esforços, no mundo inteiro, na procura de técnicas precisas para obtenção de parâmetros de valores nutritivos em condições de pastejo.

Porém, não apenas a oferta de pastagem deve ser levada em consideração, mas fatores que influenciam o pastejo dos bovinos, como a oportunidade de seleção da dieta, possibilitando a ingestão das partes mais nutritivas da planta. Os animais em pastejo buscam de forma natural e instintiva, consumir as folhas mais novas (de maior valor nutritivo), seguido das folhas mais velhas, das folhas de extratos inferiores e, só então, o caule.

Quantificar de forma exata o consumo a pasto é uma tarefa complexa. Uma forma que está sendo altamente empregada é conhecida como técnica dos indicadores, uma alternativa para determinação do consumo de matéria seca a pasto, que se baseia na obtenção da massa consumida por meio da relação entre a excreção fecal e a digestibilidade da dieta.

Existem diversas técnicas, sendo outra bastante interessante a que se trabalha com a diferença de peso da pastagem, conhecida como método agronômico, onde o consumo é determinado pela diferença entre a matéria seca ou orgânica disponível antes e após o pastejo.

Métodos diretos de estimativa são muito trabalhosos e pouco eficazes, levando a busca por métodos indiretos que se baseiam nas estimativas de digestibilidade do pasto ingerido e da quantidade de fezes excretadas.

Recomenda-se utilizar a técnica do pastejo simulado. É bastante simples e requer pouco equipamento. Mas, a maior objeção a este método de amostragem é o não conhecimento da discrepância entre a amostra e a forragem realmente consumida.

Uma estimativa também satisfatória da dieta selecionada por animais, pode ser feita simulando o pastejo animal. Amostras obtidas pelo corte rente ao solo, topo da pastagem, ou apenas a fração foliar de uma amostra  não são representativas do material ingerido pelos animais.

Assim, fica claro que a determinação exata do volume de ingestão de gramíneas, seja na produção bovina de corte ou leite, é uma tarefa trabalhosa, mas necessária a produtores que buscam otimizar seus índices produtivos e, consequentemente, econômicos.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Agronomia

Adaptação: Revista Agropecuária

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 

 

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