O Governo, Faet e sindicatos discutem ações educativas para conter doenças no rebanho

Ações educativas e de conscientização sobre brucelose, tuberculose e a leucose, serão desenvolvidas pelo Governo do Estado, Faet - Federação de Agricultura e Pecuária do Tocantins e pelos sindicatos rurais. O intuito da ação é de conter o avanço dessas doenças no rebanho bovino tocantinense.

O secretário executivo da Seagro, Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Ruiter Padua, se reuniu  com o presidente da Adapec - Agência de Defesa Agropecuária, Marcelo Aguiar Inocente, representantes da Faet e sindicatos rurais. Na ocasião foram identificadas as regiões onde se encontram as propriedades com registro de brucelose, tuberculose e a leucose e discutidas estratégias de contenção das doenças.     Atualmente, as propriedades rurais que tem animais infectados por alguma dessas doenças estão impedidas de exportar produtos de origem animal para a União Aduaneira, compostas pelos países Cazaquistão, Rússia e Bielorrússia.

Como forma de evitar que as doenças se espalhem para os rebanhos, Pádua alerta para que na hora da compra de animais se verifique junto a Adapec a situação da propriedade com a qual pretende comercializar. "Para evitar o avanço dessas doenças precisamos realizar um trabalho de conscientização junto com os sindicatos, com os organizadores de eventos, com frigoríficos e laticínios", defendeu o secretário executivo da Agricultura.

A Adapec apontou em seu levantamento que até o momento, 143 propriedades do Tocantins estão impedidas de exportar produtos para a União Aduaneira. Após eliminar o foco da doença, a propriedade fica restrita de exportar produtos para esses países por um período de seis meses nos casos de brucelose e tuberculose e doze meses para os casos de leucose. O total de propriedades com rebanho cadastradas no Tocantins supera 70 mil, ou seja, o percentual de infecção é baixo. A Rússia é o principal importador da carne produzida no Estado, o que justifica a preocupação com o avanço das doenças.

Desde 2009, a União Aduaneira tem feito restrição à importação de carne bovina de propriedades foco de brucelose e tuberculose. O controle sanitário ficou ainda mais rígido desde julho deste ano, pois as propriedades rurais que recebem bovinos de outras propriedades focos de Brucelose e Tuberculose também são consideradas foco das doenças, ficando assim, impedidas de comercializar carnes, produtos e subprodutos de origem animal àqueles países, até que concluam os procedimentos sanitários.

No Tocantins, dois frigoríficos estão habilitados à exportação a União Aduaneira, o frigorífico Minerva, em Araguaína e o Cooperfrigu, em Gurupi.

Fonte: Meat World

Adaptação: Revista Agropecuária

 

 

 

 

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