Doenças ocorridas no cultivares de soja

Dentre os diversos fatores que prejudicam o bom rendimento na cultura da soja as doenças, estão entre os fatores mais difíceis de controlar.

As doenças de maneira geral estão diretamente ligadas ao processo produtivo que faz o uso inadequado do solo (conduzindo à compactação e aos desequilíbrios nutricionais) além, do uso de cultivares geneticamente similares e suscetíveis, sementes com baixa qualidade fisiológica e sanitária, e à falta de opção de espécies economicamente viáveis para a rotação de culturas. Esses fatores levam a influência do aumento do número de doenças causadas por fungos, bactérias, nematóides e vírus.

Para o combate e controle das doenças o mais aconselhado é o uso de cultivares resistentes, forma eficiente e econômica. Porém, para a grande maioria das doenças ainda não foram alcançadas fontes de resistência. As doenças encontradas nas lavouras de soja variam de acordo com as regiões e propriedades que depende também das cultivares utilizadas, podendo ocorrer mudanças a cada ano, variando de acordo com as condições climáticas, época de semeadura e das práticas agronômicas utilizadas.

Recentemente foi detectada a ocorrência do míldio no Mato Grosso, o agente causador da doença é o fungo Peronospora manshurica, que ocorre nas folhas, vagens e sementes. Como forma de controle foram utilizados cultivares resistentes ou tolerantes. Em outras regiões apareceram com bastante agravamento à mancha foliar de Mirotécio, causada por Mirothecium roridum, havendo diminuição da área fotossintetizante e ao abortamento de folhas. Nessa doença não se conhece cultivares resistentes, mas o controle tem sido eficiente através de fungicidas.

A mancha de Ascoquita, causada por Ascochyta soja é outra doença foliar, preferência por regiões com altitudes acima de 650 metros, associadas à alta umidade com temperaturas amenas à noite e altas durante o dia. O controle por fungicidas não se mostrou eficiente e a única cultivar resistente observada foi a FMT Mutum.

No Cerrado à doença mais agressiva é causada pelo fungo Rhizoctonia solani (anamorfo) / Thanatephorus cucumeris (teliomorfo), residente do solo que, em condições de excesso de umidade e temperaturas elevadas, causa grandes epidemias. Essas doenças secundárias da soja (com exceção da mela) ultimamente não vem apresentando grande importância econômica para a cultura, entretanto estudos mais aprofundados não devem ser descartados para o melhor conhecimento, uma vez que esses patógenos poderão se tornar mais hostis em função de condições climáticas favoráveis a ele, causando uma epidemia generalizada.

 

 

 

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