Milho irrigado associado a outras técnicas de manejo pode elevar a produtividade

O milho é plantado em quase todo o Estado do Piauí, entretanto, com produtividades baixas, em torno de 800 kg.ha­­­­¯¹. Por causa disso, na tentativa de se elevar essa produtividade, têm sido adotadas tecnologias como a irrigação.

No Piauí, resultados experimentais indicam que o milho irrigado, em associação a outras técnicas de manejo de solo e planta, pode alcançar produtividade de grãos entre 6 a 10 toneladas/ha¯¹.

No entanto, para se adquirir bons resultados, é preciso se estabelecer um manejo adequado da irrigação. Nesse sentido, é necessário o uso de coeficientes de cultura (Kc), que permite o cálculo da lâmina de irrigação necessária em cada fase de desenvolvimento da cultura.

Esse tipo de necessidade de manejo, já vem sendo estudado pela Embrapa Meio-Norte há algum tempo. Nesse estudo, esse órgão tem tentado identificar o consumo de água pelas plantas, nos Tabuleiros Litorâneos do Piauí. Em 2007, por exemplo, conseguiu determinar o Kc da cultura do milho, em uma pesquisa que foi desenvolvida na área experimental da Embrapa Meio-Norte, no município de Parnaíba, PI (03°05'S, 41°47'W e 46 m).

Na ocasião, o solo do local foi classificado como Latossolo Amarelo distrófico, com as seguintes características principais: solo profundo, acentuadamente drenado, de textura variando de média a argilosa no horizonte B, baixa fertilidade natural e pequena capacidade de armazenamento de água.

O coeficiente de cultura, índice necessário para o cálculo da quantidade de água a ser aplicado em uma plantação, é calculado por meio da relação entre a evapotranspiração da cultura (ETc) e a evapotranspiração de referência (ETo) (Kc=ETc×ETo¯¹). Essas evapotranspirações, em outras palavras, indicam o consumo de água pela planta.

A ETc foi determinada utilizando-se quatro lisímetros de pesagem, equipamentos modernos que permitem medir o consumo de água pelas plantas. Esses lisímetros foram instalados em uma área de 1,2 ha e foram conectados a um sistema de aquisição e armazenamento de dados que, por sua vez, foi conectado a um computador, de tal forma que permitiu que o pesquisador tivesse acesso aos dados horários a longa distância.

O cálculo da ETo, cobra que se conheça um pouco do clima, principalmente valores de temperatura do ar, umidade relativa, velocidade do vento, insolação, dentre outros elementos. Essas informações, nessa pesquisa, foram obtidas em uma estação meteorológica automática e com elas, aplicou-se um método científico, denominado Penman-Monteith, que é consagrado pela literatura internacional. De posse da ETc e da ETo, calculou-se o Kc para cada dia do ciclo.

De acordo com os resultados, os valores de Kc do milho variaram de 0,5, na fase inicial, e atingiram o pico de 1,4, na fase reprodutiva (entre 50 e 70 dias), reduzindo para 0,6, na fase de maturação dos grãos. Conhecer esses valores ajuda o irrigante a calcular a lâmina de irrigação em sua lavoura, evitando falta ou desperdiçar água.

  Fonte: Agrosoft Adaptação: Revista Agropecuária      

Conheça o Curso de Produção de Milho no Sistema de Plantio Direto!

       

Quer ficar informado? Cadastre-se e receba nossas novidades diariamente!

Digite seu e-mail: 

Agricultura

Áreas

Irrigação

Milho

Sites relacionados
Revista Veterinária Revista Veterinária Portal Suínos e Aves Tecnologia e Florestas
© 2019 Revista Agropecuária. Todos os Direitos Reservados.