Agricultura de precisão: O que é e como poderá aumentar os lucros

Nos anos 1990 surgiram softwares SIG especializados no uso agrícola. Hoje, existe uma gama de opções, comerciais e acadêmicas, destinadas a diferentes perfis de usuários, com diferentes níveis de funcionalidade. A Agricultura de Precisão é uma prática agrícola em que se  utiliza a tecnologia de informação baseada no princípio da variabilidade do solo e clima. A partir de dados específicos de áreas geograficamente referenciadas, implanta-se o processo de automação agrícola, dosando-se adubos e defensivos. É toda prática de interferência que estabelece condições ideais às espécies cultivadas na agricultura, seja ela química, física ou biológica, utilizando-se da geoestatística, analise de dados de amostras georreferenciadas.

 

Parte da premissa de que cada ponto de amostra é único e  procura a correlação entre as amostras vizinhas. Esse tipo de estatística elimina o pensamento de blocos ao acaso e o estabelecimento de média, utilizado pela estatística clássica.

 

A Agricultura de Precisão (AP) tem por objetivo a redução dos custos de produção, a diminuição da contaminação da natureza, pelos defensivos utilizados, e, consequentemente, o aumento da produtividade.

 

As ferramentas que possibilitaram o desenvolvimento deste tipo de agricultura foram os microprocessadores e os aparelhos de posicionamento global por satélite, GPS, que acoplados a colheitadeiras, semeadoras e outros implementos agrícolas, permitem o levantamento de dados, sua tabulação cumulativa e a aplicação dosada e localizada de insumos. Outro tipo de ferramenta fundamental para a agricultura de precisão são os softwares de SIG - Sistema de Informação Geográfica. Inicialmente utilizaram-se sistemas SIG genéricos. Nos anos 1990 surgiram softwares SIG especializados no uso agrícola. Hoje, existe uma gama de opções, comerciais e acadêmicas, destinadas a diferentes perfis de usuários, com diferentes níveis de funcionalidades e complexidade de uso.

 

No Brasil, as primeiras ações de pesquisa na área foram realizadas na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP) em 1997, onde um trabalho pioneiro com a cultura de milho resultou no primeiro mapa de variabilidade de colheita, no Brasil, de acordo com o professor Luiz Antonio Balastreire. Houve um aumento considerável da pesquisa/extensão em Agricultura, com envolvimento de intituições como Esalq-Usp, Unicamp, Embrapa, Fundação ABC, Iapar, UFSM, além de numerosas empresas privadas do setor agrícola e tecnológico e de cooperativas de produtores, bem como de produtores de forma isolada. São, também, cada vez mais numerosos os relatos e a divulgação de iniciativas na área, envolvendo várias culturas em diferentes estados brasileiros.

 

Fonte: Wikipedia e Site da EMBRAPA   Adaptação: Revista Agropecuária    

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