Mosca branca causa perdas de produtividade e lucratividade na horticultura, feijão, algodão e soja

A Mosca Branca é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas, principalmente em regiões de clima tropical e sub-tropical. No passado, a praga causava grande preocupação nos produtores de feijão e tomate por ser vetor de viroses que causavam até 100% de perdas nestas culturas.

 

No cenário atual, além de eficiente vetora de viroses em diversas culturas de importância econômica, a Mosca Branca vem assombrando produtores e causando prejuízos com danos diretos. Hoje, ela pode ser considerada uma praga da horticultura, do feijão, do algodão e da soja, gerando grandes perdas nessas culturas.

 

Antes, coadjuvante de pragas importantes como percevejos e lagartas na cultura da soja, hoje a Mosca Branca se tornou uma praga de destaque em algumas regiões produtoras. Antigamente ela chegava a passar despercebida e não despertava interesse de controle por parte dos produtores, mas em função da sua velocidade de multiplicação, passou a ser vista como um grande problema para a agricultura.

 

O adulto da Mosca Branca se caracteriza por ser muito pequeno, de coloração branca a olho nu e, sob lupa, amarelo-pálido em razão de seu abdômen ser dessa cor, os olhos são avermelhados e se destacam no corpo do inseto. A  dispersão do inseto adulto é pelo vento.  Mosca Branca Põe, em média, 200 ovos por fêmea, que, ao eclodirem, dão origem à fase de ninfas.

 

Nesta segunda fase do ciclo de vida da Mosca Branca, as ninfas passarão a sugar a planta, extraindo a seiva e, simultaneamente, excretando uma substância açucarada, que é um eficiente meio de cultura para desenvolvimento da "fumagina", um fungo que impede a realização da fotossíntese e causa a morte da planta. Além disso, durante a alimentação, injetam toxinas que causam sintomas de prateamento das folhas em abóboras e abobrinhas, amadurecimento irregular em frutos de tomateiro, talo branco em brócolis e couve.

 

De acordo com pesquisas, períodos secos e quentes favorecem o desenvolvimento e a dispersão da praga, que apresenta seu pico populacional em épocas com essa condição climática. A infestação de uma área pode ser um fator limitante para o cultivo de algumas culturas, como a do feijão. Propriedades com alta incidência de Mosca Branca inviabilizam o cultivo do feijão na área.

 

Atualmente o controle da Mosca Branca é realizado via aplicação de inseticidas, com foco principal no controle de adultos, por ser mais viável financeiramente. O uso de defensivos agrícolas no combate ao inseto adulto nem sempre é a melhor saída, pois não controla os ovos e ninfas da Mosca Branca, que no futuro, serão novamente um problema na lavoura.

 

A aplicação de produtos que controlam os ovos da Mosca Branca ajuda na quebra do ciclo de vida do inseto, diminuindo a incidência da praga. Os produtos encontrados no mercado brasileiro para o controle de ovos do inseto ainda são mais caros que os usados no combate ao adulto, mas o retorno financeiro do produtor no final da colheita é mais alto, pois o uso desses inseticidas garante maior produtividade no campo.

 

 

Junto com o uso dos defensivos, o agricultor deve adotar outras medidas de prevenção contra a Mosca Branca, como o plantio de mudas sadias, o uso de barreiras vivas, limpeza da lavoura, entre outras ações que ajudam a diminuir a incidência da praga na cultura. Promover o manejo integrado é importante não só para o combate da Mosca Branca, mas também de outras pragas que afetam as culturas. Esse processo ajuda a diminuir as perdas no campo e o aumento da lucratividade do produtor.

 

Autor: Raphael Godinho e Hélio Tukamoto   Fonte: Site Ihara.com.br    

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