Prazo de vacinação contra brucelose é estendido em MT

Prorrogada por mais 30 dias a campanha de vacinação contra brucelose em função da falta de vacinas no mercado. A expectativa é que, ainda esta semana, chegue ao Estado pelo menos 700 mil doses de vacinas. Desde o final de abril o produto está em falta. A responsável pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), Jociane Quixabeira explica que os pecuaristas aproveitam a campanha de vacinação contra a aftosa para vacinar contra a brucelose. "Mas este ano, por causa da falta do produto, os criadores terão que manejar o rebanho novamente para vacinar contra a brucelose".

Entre janeiro e junho acontece a primeira etapa de vacinação contra a brucelose. A segunda começa no dia 1º de julho e vai até 31 de dezembro. Este ano, com a prorrogação da primeira etapa, a segunda ficará mais curta. A vacinação das fêmeas entre 3 e 8 meses de idade deve ser prática rotineira para prevenir a doença. Uma dose é suficiente para proteger as vacas durante toda a vida.

Em 2010, a indústria colocou no mercado brasileiro 19,3 milhões de doses, suficientes para atender às necessidades previstas pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o Plano Nacional de Controle de Erradicação da Brucelose e da Tuberculose, que introduziu a vacinação obrigatória contra a brucelose bovina e bubalina em todo território nacional.

Emilio Salani, diretor de operações do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) explica que o ciclo de fabricação da vacina contra brucelose gira em torno de 6 meses. Esse período envolve a produção, os controles internos, a coleta do Mapa para os testes, os próprios testes oficiais e a liberação dos lotes.

Zoonose de grande importância econômica, a brucelose é transmitida pelo trato gastrintestinal, pele e mucosas. Em alguns animais, como no bovino, a bactéria Brucella prolifera no útero e nas glândulas mamárias. Na fêmea prenha, provoca aborto nos estágios finais da gestação, afetando severamente a taxa de fertilidade e causando drástica redução da produção leiteira. Muitos animais aparentemente se recuperam espontaneamente da infecção, mas continuam eliminando bactérias na urina, secreção vaginal e no leite, podendo permanecer assim durante toda a vida, sendo importante fonte de infecção

 

Autor (a): Eliane Perassoli Fonte: Gazeta Digital  

 

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