Produtor catarinense inova e cria produto que evita infecções em animais

O produtor pode ser empreendedor e fazer a diferença. Oscar Nazareno de Sousa é um exemplo, ele é pecuarista e técnico em reprodução animal e possui uma fazenda em Forquilhinhas, São José, no litoral de Santa Catarina. Oscar desenvolveu um projeto que deu muito certo: criou um anel que é colocado no brinco de identificação dos animais para evitar a ocorrência de infecções. Com o apoio da Administração Regional do SENAR de Santa Catarina, órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (FAESC), patenteou o produto e pensa em comercializá-lo.

O produtor Catarinense analisou que era comum a ocorrência de infecções nas orelhas dos animais após a colocação do brinco de identificação, começou a pensar em produtos que evitassem as doenças, mas que fossem diferenciados dos existentes.

Sousa participou do Programa Empreendedor Rural (PER) do SENAR/SC em Angelina, no ano passado e manifestou interesse do projeto e recebeu o apoio dos instrutores da entidade e do Sindicato Rural de São José para desenvolver a pesquisa. A experiência foi testada em 150 bovinos e obteve bons resultados. Em outubro, Sousa encaminhou o processo para patentear o produto, registrado como "Anel repelente e cicatrizante para identificação animal", para ser usado em bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos.

Neste ano, o produto esta servindo como base de pesquisa em búfalos, na região de Dourados (SP), coordenada pelo Centro de Pesquisa do Agronegócio da Universidade de São Paulo (USP). "É muito gratificante ver um projeto se desenvolvendo e, ainda mais, por ser um produto benéfico para milhares de produtores que enfrentam esse problema com os animais", salienta Sousa.

O produtor comenta que na maioria das vezes os produtores aplicam o brinco e deixam o animal ir ao campo, e quando percebem, as infecções já tomaram conta da orelha do animal. O anel contém um anti-inflamatório que evita a ocorrência de doenças. Além disso, o repelente mata as larvas que são deixadas pelas moscas no local, impedindo a presença de miíase - mais conhecida como bicheira. "Os medicamentos atuam cerca de 35 dias no local, prazo superior as duas semanas consideradas críticas para o surgimento de doenças após a perfuração para o uso do brinco", explica.

O produtor espera o resultado do laudo científico que sairá nos próximos dias, que comprova os resultados. O próximo passo é buscar incentivos para comercializar o produto. "Já recebi proposta para vender o projeto ou então negociar e receber os royaltes mensalmente. Mas há também a possibilidade de investir na comercialização, se conseguir apoio", diz o produtor.

 

Fonte: Canal do produtor

Adaptação: Revista Agropecuária  

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