Enquanto cana-de-açúcar, algodão, milho e café terão safra recorde, em 2012, a expectativa é que o arroz tenha produção reduzida

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o período de estiagem não chegou a prejudicar as safras. Resultado disso é que os produtos agrícolas cana-de-açúcar, algodão, milho e café terão safra recorde em 2012, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola feito pelo próprio IBGE.

No ano passado, o algodão já tinha superado as maiores safras anteriores, mas a estimativa é que a produção, deste ano, seja 4,6% maior do que a de 2011. A previsão é de uma safra de 5,3 milhões de toneladas.

Por sua vez, o café deve render uma produção% 13,6 maior do que a de 2011, alcançando 3,0 milhões de toneladas, equivalendo a 50,3 milhões de sacas de 60 quilos.

Outra produção que deverá ser recordista em 2012 é a de milho. O total da primeira e da segunda safras do produto deve resultar uma produção 21,7% maior do que a de 2011 (o qual não foi a maior safra desse grão), totalizando 68,5 milhões de toneladas.

Segundo avaliação do IBGE, o período de estiagem, observado no início do ano, principalmente na Zona da Mata de Minas Gerais, não chegou a prejudicar, de modo generalizado, o "enchimento" dos frutos nem as boas perspectivas para a safra, que já começou a ser colhida. Apesar disso, os números de Minas Gerais tiveram pequenos reajustes negativos na produção esperada (0,2%) e no rendimento previsto (0,3%), por causa do pequeno verão. O Paraná, onde a cafeicultura já não tem a importância econômica que teve no passado, também enfrentou problemas de estiagem, com decréscimos de 11,5% na produção esperada e de 5,7% no rendimento médio.

Dentro desse pacote de redução, a safra de arroz será 13,5% menor em 2012, na comparação com a safra de 2011, conforme sustenta o IBGE. O que resultará numa participação na safra nacional de grãos reduzida para 7,3%. Já a área a ser colhida teve uma redução de 11,9%, de acordo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola feito em maio.

"Na época do plantio, o arroz não era convidativo, então foi plantada uma área menor. E, no resto, o produtor plantou soja ou milho", explicou o gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, Mauro Andreazzi.  Os que plantaram o grão, segundo Andreazzi, ainda tiveram problema com a estiagem, o que resultará na redução da participação do arroz na safra nacional de grãos de 8,4% em 2011 para 7,3% em 2012.

 

 

 

Fonte: Revista Globo Rural

Adaptação: Revista Agropecuária

 

 

 

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