Sêmen sexado é uma nova opção para pecuaristas aumentarem a lucratividade

O uso do sêmen sexado na inseminação artificial (IA) é uma opção para os pecuaristas, que buscam um maior retorno em seus rebanhos através de novas tecnologias, sendo comum em rebanhos multiplicadores. O sêmen sexado direciona a quantidade necessária de animais machos e fêmeas para compor a evolução do rebanho, aumentando cada objetivo de produção e comercialização. Em outras palavras, na grande maioria dos casos, o sêmen sexado de fêmea servirá para as matrizes selecionadas para produzir a reposição de fêmeas do sistema. Já o sêmen sexado de macho assistirá às demais matrizes do rebanho, produzindo o máximo de produtos machos para uma futura comercialização. Após os criadores entenderem perfeitamente os custos de produção de um animal (macho e/ou fêmea), o sêmen sexado é uma grande oportunidade para aumentar a lucratividade do sistema.

Considerando que o Brasil é referência quando o assunto é rebanho bovino, por possuir o segundo maior do mundo e por ser vice-líder no ranking mundial de produção de carne e de exportação, apesar de os números serem favoráveis, há a necessidade do aumento da produtividade para atender ao mercado mundial.

O aumento da população e da renda per capita impulsiona para o crescente consumo. No ranking no consumo, o Brasil com 38 kg/pessoa/ano ocupa a terceira posição, antecedido pelo Uruguai, que lidera o consumo per capita de carne bovina/ano com 60 kg/pessoa/ano em 2011, e pela Argentina com 54 kg/pessoa/ano, que ocupa o segundo lugar.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção brasileira de carne bovina cresceu 64,75% nos últimos 20 anos, passando de 5, 481 milhões de toneladas em 1991 para 9,03 milhões de toneladas em 2011. A produção mundial de carne bovina em 2011 foi de 56, 848 milhões de toneladas, 13% a mais que em 1991. O mercado brasileiro ficou com a fatia de 15,9% do total mundial no ano passado.

Dentro dessa realidade, investir em genética está se tornando cada vez mais essencial para suprir a demanda produtiva de carne. Hoje é necessário produzir mais em menos espaço e uma das alternativas é aplicar em melhoramento genético.

Atualmente, a técnica disponível no mercado chama-se citometria de fluxo. Através de uma máquina chamada citômetro de fluxo é possível separar os espermatozóides que irão definir o sexo: macho ou fêmea. A separação dos espermatozóides "machos" (cromossomo Y) dos espermatozóides "fêmeas" (cromossomo X) é possível devido às diferenças no conteúdo do DNA destas células (espermatozóide fêmea possui 4% a mais de material genético que o macho).

Essa máquina consegue sexar fêmea ou macho, bem como macho e fêmea ao mesmo tempo, de acordo com a necessidade do pecuarista. A capacidade de diferenciar os espermatozóides, na metodologia comercial aplicada hoje, é de 85% em média, ou seja, dentro de cada dose de sêmen temos em média 85% de espermatozóides do sexo que deseja (macho ou fêmea). Com este número em mãos, calcula-se um percentual de 85%. de nascimentos do sexo pretendido.

 

 

 

Fonte: Cigeneticabovina

Adaptação: Revista Agropecuária

     

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