Mercadão de touros e tecnologia no Pantanal

A região do Pantanal atualmente é ocupada por 5,5 milhões de cabeças de gado. Devido suas características de inviabilidade de sistemas intensivos de produção e uso quase exclusivo de pastagens nativas a região é conhecida por ser uma área de cria de bezerros, que são em sua maioria vendidos para engorda no planalto.

O pesquisador da Embrapa Pantanal, localizada em Corumbá/MS, Urbano Abreu explica que: "A pecuária dentro da cultura pantaneira tem um aspecto muito forte. Essa cultura pastoril, de trabalhar com o gado na época das enchentes e das secas e a movimentação de gado, fez com que essa atividade econômica conservasse o Pantanal",

Segundo informações da Embrapa os índices de preservação no Pantanal chegam a 87% da vegetação original conservada e 98% de recursos renováveis usados na produção. Ainda assim, a região é responsável por R$ 212 bilhões de dólares anuais produzidos pelo total de bens e serviços.

Para Abreu, o pantaneiro é um herói por desenvolver uma atividade sustentável ambiental e economicamente em uma região hostil e longínqua. As dificuldades logísticas do Pantanal, embora superadas pelos seus ocupantes, ainda limitam a inclusão de tecnologias que aperfeiçoem os sistemas produtivos.

Na pecuária de corte, principal atividade econômica da região, as dificuldades são em relação ao transporte de animais e aplicação de técnicas como a inseminação artificial. Visando esta demanda, duas empresas uniram forças para promover um mercadão de touros nelores selecionados através de reconhecidos programas de melhoramento genético e prontos para serem usados no Pantanal.

Mercadão de Touros e Tecnologia para o Pantanal, realizado entre os dias 12, 13 e 14 de setembro ofertou 194 touros, dos quais foram vendidos 120 a uma média de R$ 4.300,00, totalizando um faturamento de R$ 516.000,00. Além do relacionamento e livre comercialização entre criadores de gado, o evento promoveu na Fazenda Corixão, em Rio Verde de Mato Grosso/MS sete palestras - uma delas ministrada pelo pesquisador Urbano Abreu. Entre os temas das palestras estavam nutrição, reprodução animal e crédito agrícola.

Para Mário Luiz Pompeo, médico veterinário titular da Consultoria PEC2, realizadora do Mercadão de Touros junto à Taquari Leilões, o evento "foi a junção do velho com o novo. O jeito de negociar é velho, no fio do bigode, mas vender touros melhorados geneticamente é inovador, bem como a divulgação pela internet".

A intenção das empresas foi negociar touros como commoditie. "Se o pecuarista acredita em seu programa de melhoramento, ele pode vender touros como uma commoditie", informou a organização.

O transporte, para levar os animais até as propriedades no meio do Pantanal, é bem tradicional, três comitivas prontas para seguir viagem após o Mercadão. As viagens duram em média uma semana e, ao passo que na ida os peões levam o gado comprado, voltam trazendo mais animais para venda nos próximos eventos.

Pelo sucesso do modelo de negócios e aceitação de compradores e vendedores, já existe previsão para outras edições do Mercadão de Touros, cujas datas e locais ainda serão definidos.

Fonte: Rural Centro

Adaptação: Revista Agropecuária

 

 

 

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