FAO reforça a importância do cooperativismo no combate à fome

Para a Semana Mundial da Alimentação 2012, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) escolheu o tema "Cooperativas Agrícolas Alimentam o Mundo". Na quarta-feira (17), o representante da Organização FAO no Brasil, Hélder Muteia, apresentou a palestra com o tema "Agricultores Cooperativados Alimentam o Mundo e Garantem a Segurança Alimentar e Nutricional''. O evento que marca o lançamento simbólico do Observatório Socioambiental de Segurança Alimentar e Nutricional (Obssan) se realizou na Faculdade Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Com a escolha do tema a FAO reforça a importância do cooperativismo nas estratégias de combate à fome e promoção da segurança alimentar, além de reforçar 2012 como o Ano Internacional do Cooperativismo. As cooperativas no Brasil são responsáveis por 40% do PIB agrícola e 6% do total das exportações do setor.

Quando o assunto é segurança alimentar, as organizações de agricultores familiares têm assumido um papel importante ao atuar em mercados que, muitas vezes, são desprezados ou minimizados pelas grandes redes. As organizações ajudam a desenvolver o país economicamente e a promover a segurança alimentar, fazendo com que o alimento chegue à mesa dos cidadãos.

As cooperativas locais, em especial em municípios menos populosos, são responsáveis por abastecer o mercado. O coordenador-geral de Ações de Apoio a Organizações Associativas do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Luís Fernando Tividine, explica que são estes agricultores que entregam os alimentos nos atacados, feiras e outros locais que nem sempre são economicamente viáveis para corporações.

De acordo com Tividine as organizações produtivas de agricultores familiares permitem que estes tenham acesso a informações, ferramentas e serviços. Desta forma, possibilitam o aumento da produção, melhoram as condições de comercialização e geram empregos, melhorando sua qualidade de vida e favorecendo uma segurança alimentar mundial. "Outro ponto importante é a gestão social, que dá uma segurança ao agricultor independentemente do tamanho de sua propriedade, já que todos têm o mesmo poder de decisão", reforça Tividine.

Abaixo são apresentados alguns resultados alcançados pelas cooperativas:

Alcançar a todos é uma das missões dos associados da Cooperativa Nova Aliança dos Produtores de Farinha do Vale do Juruá (Cooperfarinha), em Cruzeiro do Sul (AC). "Além de trabalhar melhor em grupo, a gente consegue levar o alimento a outras pessoas, algumas muito distantes", conta o presidente da Cooperfarinha, Germano da Silva Gomes.

A organização em cooperativa foi a forma que os produtores de farinha da região encontraram para sair das mãos dos atravessadores e comercializar a preços melhores. A Cooperfarinha tem 70 associados, que, juntos, produzem cerca de 750 quilos de farinha de mandioca por semana. O produto é empacotado e vendido em todo o Brasil, inclusive nas escolas da região por meio do Programa Nacional da Alimentação Escolar (Pnae).

Outro exemplo é a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares do Vale do Ipanema (Coopanema), em Águas Belas (PE). Criada em 1997 para fortalecer a produção rural e viabilizar a comercialização, hoje tem 290 cooperados. O principal produto é o leite, em torno de 15 mil litros entregues por dia, mas os cooperados também vendem carnes, hortaliças e frutas.

"Percebemos que quanto mais organizados, maior é produção, melhor a qualidade e conseguimos chegar a mais lugares", assinala o diretor administrativo e financeiro da Coopanema, José Wellington Alves. Segundo ele, desta forma conseguem um preço mais justo e garantem a comercialização direta da produção.

Mas a cooperativa quer mais. Estão com um projeto de laticínio, que será financiado com verba do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), para beneficiar o leite e vender os derivados. Assim, pretendem aumentar o valor agregado do produto e, consequentemente, a renda das famílias. Além disso, querem ampliar o acesso às políticas de comercialização, como o Pnae e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Fonte: AgroLink

Adaptação: Revista Veterinária

 

 

 

Curso de Desenvolvimento e Produção Sustentável da Agricultura Familiar em seu Município

 

 

 

 

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