Colheita do trigo no RS é prejudicada pelos fenômenos climáticos

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (25), em algumas áreas, os triticultores não farão a colheita, pois a qualidade do grão não atinge um mínimo aceitável, o que não compensa os custos de retirada do produto. As lavouras de trigo do Rio Grande do Sul foram atingidas pelos fenômenos climáticos ocorridas no final de setembro e início de outubro.

Os produtores não estão satisfeitos com os resultados obtidos na área onde a colheita do trigo está sendo realizada.  Os rendimentos estão abaixo do desejado, com 22% da área semeada no estado já colhida, é possível que as atuais projeções tenham que ser revistas. Em relação aos preços, a saca de 60 kg de trigo está cotada em R$ 29,92 para o produtor.

O plantio da safra de arroz, apesar da ocorrência de alguns dias de chuva no último período, evoluiu de forma satisfatória durante a semana, alcançando 25% do total projetado, o que representa um ligeiro atraso em relação às safras anteriores. Com a umidade em níveis satisfatórios, a germinação ocorre sem problemas, proporcionando um bom padrão para as lavouras.

Os produtores de milho, para escapar de uma possível falta de umidade prevista pela meteorologia para janeiro e fevereiro, estão adiantando a semeadura das lavouras. Nesta semana, o percentual de área plantada alcançou os 62% do total a ser plantado nesta safra, ficando à frente de anos anteriores. Quando o tempo permite, os produtores intensificam a aplicação de adubos em cobertura, objetivando dar uma melhor condição de desenvolvimento às plantas, principalmente naquelas lavouras que sofreram algum dano provocado pelo frio e pelas intensas chuvas ocorridas semanas atrás.

A soja é outra cultura cujo plantio começa a tomar impulso. No momento, os produtores tratam de acelerar a limpeza das áreas para poderem entrar com condições favoráveis e executar o processo de plantio a contento. O percentual de área semeada chega nesta semana a 6%, com 4% já germinados.

As primeiras lavouras de feijão implantadas no Norte do Rio Grande do Sul entraram, nesta semana, na fase de floração, permanecendo atrasadas em relação ao histórico da cultura. As fases majoritárias ainda são de plantio e desenvolvimento vegetativo. Os produtores continuam realizando os tratos culturais como o controle de invasoras, o combate às pragas e a fertilização.

A área plantada em tradicionais regiões produtoras de feijão vem diminuindo a cada ano. Conforme informações obtidas junto às localidades de produção, as principais causas dessa progressiva redução é a oscilação de preços e a falta de garantia de um bom retorno econômico. Aliada a esses dois fatores está a pouca disponibilidade de mão de obra para a colheita.

Em relação aos negócios, o preço médio do feijão preto, após várias semanas em alta teve queda no estado, caindo 1,83% na semana, com a saca de 60 kg ficando cotada em R$ 102,73.  O preço ainda é considerado muito bom, mesmo com essa redução.

Fonte: Rural Centro

Adaptação: Revista Agropecuária

 

 

 

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