A bovinocultura e a bubalinocultura no Brasil

O rebanho bovino brasileiro proporciona o desenvolvimento de dois segmentos lucrativos no país, as cadeias produtivas da carne e leite. O valor bruto da produção desses dois segmentos, estimado em R$ 67 bilhões, aliado a presença da atividade em todos os estados brasileiros, demonstram a importância econômica e social da bovinocultura no país.

Um dos principais destaques do agronegócio brasileiro no cenário mundial é a bovinocultura. O Brasil é dono do segundo maior rebanho efetivo do mundo, com cerca de 200 milhões de cabeças. Além disso, desde 2004, assumiu a liderança nas exportações, com um quinto da carne comercializada internacionalmente e vendas em mais de 180 países. As exportações brasileiras de carne bovina representarão cerca de 60% do comércio mundial em 2018/2019.

O Brasil importa pouca carne bovina, pois os produtos brasileiros superam os internacionais quando o assunto é custo, benefício e qualidade. O que contribui para esse resultado é o clima tropical e a extensão territorial do Brasil, o que permitem a criação da maioria do gado em pastagens. Além disso, o investimento em tecnologia e capacitação profissional; o desenvolvimento de políticas públicas, que permitem que o animal seja rastreado do seu nascimento até o abate; o controle da sanidade animal e segurança alimentar contribuíram para que o País atendesse às exigências dos mercados rigorosos e conquistasse espaço no cenário mundial.

Em se tratando da bubalinocultura, embora mais tímida, está se desenvolvendo no país como uma alternativa rentável e saudável, porque o búfalo se adapta facilmente em qualquer ambiente. O rebanho brasileiro está estimado em torno de 1,15 milhão de bubalinos, sendo a região Norte, com 720 mil animais, a maior produtora do País, com destaque para o Pará, que responde por 39% do rebanho nacional. Em seguida aparecem o Nordeste e o Sudeste, com 135 e 104 mil cabeças, respectivamente.

Em função da demanda por alimentos como queijos e manteiga, a produção e o consumo de leite de búfala vêm crescendo. Os elevados teores de gordura e sólidos totais no leite de búfala aumentam o rendimento na fabricação dos derivados em relação ao leite de vaca. A carne desses animais também é apreciada, contêm menores índices de gordura, colesterol, calorias e contêm mais proteína e minerais que a dos bovinos.

Fonte: Agricultura

Adaptação: Revista Agropecuária

 

 

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