Inoculação de semente aumenta a produtividade do milho safrinha

A inoculação é um tipo de fertilização que tem chamado a atenção pelo baixo custo e ótima eficiência. A fertilização é extremamente importante para o desenvolvimento da cultura. É dela que vêm os nutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas e que, eventualmente, se encontram com índices baixos no solo. Além de reduzir o custo de produção em 20%, a inoculação de sementes pode aumentar a produtividade do milho safrinha em até 50%.

O milho é uma gramínea que exige grande quantidade de nitrogênio, o que eleva o custo de produção. O principal benefício do uso de inoculantes em gramíneas é a possibilidade de economia de nitrogênio que o inoculante pode oferecer às culturas. O professor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Itacir Eloi Sandini, esclarece que o uso de inoculantes poderia suprir parte dessa necessidade de nitrogênio, levando com isso, além de uma possibilidade de economia, uma possibilidade também de incremento de produtividade.

A inoculação é utilizada principalmente na semente. Por outro lado, especificamente na cultura do milho, tem sido observado que o tratamento industrial da semente acaba beneficiando o produtor na questão de não precisar fazer o procedimento na propriedade, mas dificulta o uso do inoculante devido à baixa sobrevivência da bactéria, explica o professor.

Itacir conta que novas pesquisas têm sido feitas sobre alternativas ao uso do inoculante na semente, que poderia ser feito também no sulco de semeadura. No caso da inoculação de sementes, é preciso que o tratamento seja feito em, no máximo, 24 horas antes da operação de plantio. Já a inoculação através do sulco de semeadura, deve ser feita com equipamentos especiais.

Para evitar a reaplicação do inoculante é preciso utilizar ainda alguns produtos que venham a proteger as bactérias. O professor alerta que é importante ressaltar que a inoculação realizada em um período superior a 24 horas, não surte efeito.

Para finalizar Sandini ressalta que na cultura do milho, uma das tecnologias mais baratas é a inoculação. Portanto, esse investimento é extremamente baixo frente à possibilidade de redução do uso do nitrogênio aplicado em cobertura.

Fonte: Portal Dia de Campo

Autor(a): Kamila Pitombeira

Adaptação: Revista Agropecuária

   

 

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