Botulismo bovino

botulismo-em-bovinosO botulismo é uma intoxicação causada pela absorção ou ingestão, por parte da mucosa intestinal, da toxina Clostridium botulinume de seus esporosque leva a um quadro de paralisia motora progressiva.

Quando o botulismo acomete os rebanhos bovinos, geralmente se relaciona a falta de fósforos nas pastagens e a suplementação mineral inadequada, que em consequência apresentam um quadro de depravação do apetite que leva à osteofagia nos animais.

Quanto à toxina presente nas carcaças, os esporos encontram um ambiente ideal para se proliferarem e contaminar os ossos, as cartilagens, os tendões e aponeuroses que apresentam maior resistência à decomposição.

Os animais podem ser contaminados quando ingerem as carcaças contaminadas, silagem, feno ou ração conservadas inadequadamente, e ainda quando ingerem carcaças de pequenos animais causando a intoxicação conhecida como intoxicação da forragem. Os animais também são contaminados quando ingerem as toxinas presentes na água.

Os animais contaminados absorvem as toxinas pela mucosa do intestino e posteriormente essas, caem na circulação e ligam-se a receptores do sistema nervoso periférico, causando bloqueio da síntese e liberação de acetilcolina levando a um quadro de paralisia flácida.

O botulismo bovino divide-se em quatro formas diferentes: seperaguda, aguda, subaguda e crônica. Quando acometidos os animais apresentam incoordenação, anorexia e ataxia, posteriormente é observada paralisia muscular flácida progressiva nos membros posteriores. Quando passam por elevado grau de estresse podem chegar à morte.

Com a evolução da doença a paralisia muscular aumenta, e o animal tem grande dificuldade de permanecer em pé, e permanecem em decúbito esternal. A paralisia aumenta e agride também os membros anteriores, o pescoço e a cabeça. A paralisia também atrapalha no processo de deglutição e mastigação, resultando no acúmulo de alimentos na boca e sialorreia, protusão da língua e redução dos movimentos ruminais.No último quadro o animal passa a ficar em decúbito lateral, consciente até entrar em coma e morrer.

Em casos agudos da doença os animais podem morrer dentro de um a dois dias, após os primeiros sintomas. Já nos quadros subagudos o animal pode sobreviver de três a sete dias. Em casos crônicos os animais vivem mais de sete dias, podendo uma pequena parcela se recuperar, pois os sinais clínicos são menos agravantes.

Observados os sintomas o diagnóstico é dado após a análise dos sinais clínicos, dados epidemiológicos e pela identificação de toxinas ou esporos no material analisado.

Em casos do desenvolvimento da doença subagudos ou crônicos, o tratamento realizado tem como base os sintomas, objetivando oferecer melhores condições para que o animal acometido resista ao quadro apresentado.

A melhor forma de tratamento para a doença é a prevenção, uma vez que, o tratamento quando o animal já se encontra acometido pelo botulismo não apresenta resultados positivos, além de ser muito caro.

A prevenção deve ser realizada com a melhoria das condições do ambiente eliminando as fontes de contaminação, manejo nutricional adequado e vacinação do rebanho.

Fonte: Info Escola

Adaptação: Revista Agropecuária

 

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