Castração em bovinos: procedimento que sempre gera dúvida entre os pecuaristas!

castração em bovinosA prática da castração em bovinos é uma velha conhecida dos pecuaristas, inicialmente tinha-se como objetivo facilitar a lida com o rebanho. Assim, havia menos risco de que os animais, criados soltos e sem cercas, fugissem para longe da propriedade. Além disso, o boi castrado se torna mais sociável, o que possibilita misturar bois e vacas. Porém, vale lembrar que para utilização da castração, é preciso levar em consideração o tipo de exploração pecuária e o interesse particular de cada produtor.

Com o passar do tempo, percebeu-se que a carcaça dos animais castrados possuem qualidade superior. Porém, o ganho de peso é mais rápido e eficiente nos bovinos inteiros. Aliás, durante o processo de transformação dos alimentos em peso vivo, a taxa de conversão é 10% maior quando comparada aos animais castrados.

Ainda comparando a carcaça dos bovinos inteiros a dos castrados, a primeira categoria é superior em peso e conformação e apresenta maior proporção de músculos. Mas, tem perda significativa do valor comercial por conta da baixa cobertura de gordura.

Você sabe quais são as técnicas de castração e se tem idade certa para realização do procedimento? Então continue a leitura até o final e tire esta e outras dúvidas. Boa leitura!

Diferentes técnicas - Castração cirúrgica

A castração em bovinos pode ser realizada a partir de duas diferentes técnicas, a cirúrgica e a não cirúrgica. A escolha do método está diretamente relacionada com com a época e o sistema de produção adotado na propriedade. Apesar de ser muito mais agressiva, a técnica de castração em bovinos mais utilizada é a cirúrgica. Apresenta as seguintes desvantagens:

  • São mais agressivas;

  • Maior índice de infecções;

  • Causam estresse no animal;

  • Período de recuperação mais longo.

Orquiepididectobia bilateral: é feita a retirada dos testículos através de técnica cirúrgica. Também conhecido como método da faca, é considerado cruel e ultrapassado, visto que o animal é submetido a intenso sofrimento. Além de serem maiores as chances de ocorrerem infecções e miíases (bicheiras).

Castração parcial: também conhecida como castração russa, nesta técnica apenas o parênquima espermático bovino é removido. Apesar de ser um pouco menos agressiva do que a orquiepididectobia lateral, a técnica ainda é considerada arriscada por expor os animais aos riscos de infecções.

Técnicas não cirúrgicas

Angiotripsia: mais conhecida como burdizzo, a técnica consiste em interromper a circulação para o testículo por meio da utilização de um alicate. Desta forma ocorre a degeneração do mesmo. Exige conhecimento por parte de quem está executando, caso contrário, pode haver necessidade de refazer o procedimento.

Castração química: a realização desta técnica consiste na aplicação de uma solução de aldeído-fórmico juntamente com cloreto de cádmio provocando atrofia nos testículos. A execução é relativamente simples e não invasiva.

Imunocastração: surgiu como uma alternativa para os problemas da castração convencional em animais terminados a pasto. Aplica-se uma vacina que age no sistema imunológico do animal e causa inibição da fertilidade. Até a data de aplicação da vacina o animal é considerado inteiro. Dez dias após a aplicação da segunda dose da vacina, já é considerado castrado.

Vacina antiGnRH: a aplicação da vacina provoca a interrupção do desenvolvimento dos testículos.

Quando deve ser feita a castração?

Uma das principais perguntas que os pecuaristas fazem ao optar pela castração é: Qual o momento certo para realizar? Não existe uma resposta pronta para esta pergunta e vários fatores precisam ser levados em consideração. O procedimento pode ser realizado a qualquer momento entre o período do nascimento até a puberdade. A seguir falaremos sobre as características de cada uma das fases.

Especialistas consideram que realizar a castração no nascimento ou nos primeiros dias de vida do animal possuem muitas vantagens em relação aos demais períodos. As principais vantagens são:

  • Facilidade na contenção dos animais;

  • Maior disponibilidade de alimentos;

  • Recuperação pós-cirúrgica;

  • Menor nível de estresse;

  • Custos menores.

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Fonte: Embrapa, Giro do Boi e Scot Consultoria

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