Brucelose bovina - deixe o seu rebanho livre dessa doença!

 

brucelose bovinaNa reprodução bovina, o produtor pode enfrentar vários fatores que causam prejuízos, como é o caso das doenças. A brucelose bovina é uma patologia infecto-contagiosa e apresenta uma evolução crônica, que é altamente contagiosa. E o pior, ela pode acometer tanto animais quanto o homem. Entretanto,  o rebanho bovino é o hospedeiro preferencial da enfermidade.

Essa zoonose ataca, sobretudo, o sistema reprodutor e ósteo-articular dos bovinos. Ela é responsável por grandes problemas sanitários e causa inúmeros prejuízos aos produtores brasileiros. Os animais afetados pela doença apresentam baixa produção de leite e carne, além de causar  aborto.

Na maioria dos casos, a doença é descoberta após uma grande perda no rebanho, por isso é importante que os médicos veterinários saibam realizar a identificação já no início para minimizar os prejuízos e danos. 

Neste artigo, iremos tratar sobre as formas de contágio, transmissão e as principais formas de prevenção da brucelose bovina. Confira!

Como ocorre a contaminação?

A bactéria fica localizada no útero, placenta, úbere de fêmeas doentes ou nos testículos de animais que estão infectados. A contaminação pode ocorrer a partir do contato com animais infectados, restos de tecidos - como placenta descartada, fetos abortados ou pelo corrimento que é secretado pela vaca. Ingestão de pastagem contaminada por urina de animais doentes ou contato de via oral ou aerógeno, são outras formas que pode ocorrer a transmissão da enfermidade.

Principais sinais da doença

Os principais sinais dessa patologia nas fêmeas são:

  • abortos a partir do sexto mês de gestação;

  • nascimento de bezerros fracos e prematuros;

  • repetições de cio;

  • retenção de placenta;

  • redução da fertilidade;

  • metrites;

  • corrimento vaginal;

  • inflamação das articulações;

  • queda na produção de leite.

É importante saber que no caso dos abortos, é comum que nas próximas gestações a sua ocorrência diminua. Porém, a fêmea continua infectada e elimina a bactéria através das secreções da vulva.

Já nos machos:

  • orquite unilateral ou bilateral;

  • epididimite;

  • vesiculite;

  • infertilidade;

  • pus, fibrose ou necrose nos órgãos reprodutivos.

Os bezerros podem contagiar-se por via intra-uterina ou pela ingestão de leite contaminado, porém, eles só apresentam os sintomas na fase de maturidade sexual. Durante a fase de desenvolvimento, ele pode ser responsável por disseminar a patologia para o rebanho.

Como diagnosticar e tratar a doença

Para ter o diagnóstico correto da brucelose bovina é necessário que o médico veterinário faça a análise dos sinais clínicos apresentados pelo animal. Além disso, é fundamental pedir testes laboratoriais como: o Teste de Soroaglutinação com Antígeno Acidificado Tamponado (AAT) e o 2-Mercaptoetanol (2-ME) que são realizados a partir de amostras do soro sanguíneo.

O tratamento ocorre por meio de medicamentos como antibióticos. Tais compostos têm o intuito de eliminar a bactéria. Porém, como o tratamento não é simples, algumas vezes é preciso levar em consideração o sacrifício de animais já infectados. Por isso, é muito importante investir na prevenção da doença.

Como prevenir a brucelose bovina

É possível adotar medidas simples que vão deixar o rebanho longe desta doença como:

  • manter a vacinação em dia;

  • isolamento das fêmeas que abortaram;

  • desinfetar o material que obteve contato com o feto contaminado;

  • adquirir animais livre de enfermidades;

  • examinar periodicamente os animais.

Existem duas vacinas que controlam a brucelose bovina: B19 e RB51. A primeira vacina é obrigatória para bezerras entre 3 e 8 meses de idade. Já a RB51 é semelhante a B19, porém é indicada  para fêmeas adultas na pecuária leiteira. Os machos não devem receber nenhuma dessas vacinas.

Custos da brucelose bovina

Na pecuária leiteira as maiores perdas econômicas acontecem por causa das enfermidades. A brucelose bovina é responsável por pelo menos 25% de queda na produção de leite e redução de 15% na produção de bezerros e de carne. 

Essa patologia é muito séria, sendo assim, é importante ficar atento aos sinais dados pelo seu rebanho o quanto antes. Pois dessa forma é possível diminuir os danos que ela causa à sua fazenda.

É muito importante estar atento ao seu rebanho para saber agir nas situações de emergência. Se você quiser saber mais sobre outros aspectos da reprodução bovina? Que tal dar uma olhada nos Cursos de Reprodução Bovina do nosso parceiro CPT Cursos Presenciais. Clique no banner abaixo e confira todos os detalhes.

Fonte: CPT Cursos Presenciais, Revista Veterinária e Shop Veterinário

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