Queimada no solo: Conheça quais são os prejuízos causados

queimada no soloA queimada no solo é uma prática antiga, porém, ainda muito usada nas propriedades para limpar a superfície da terra e “prepará-la” para um novo plantio. Mas, usar o fogo com essa finalidade não traz benefícios e, sim, prejuízos tanto ao solo como também aos recursos naturais e à produção. 

A queimada provoca a retirada de recursos importantes como o nitrogênio, o potássio e o fósforo, que são fundamentais para o desenvolvimento das plantas. É mais comum identificar a utilização da queimada no solo por produtores que possuem menos recursos financeiros e maquinários adequados para realização da limpeza. 

Nesses casos, o mais importante é ter informações sobre o trato correto da terra. Provavelmente você já deve ter ouvido falar que a queimada não traz benefícios para o solo né? Ao longo deste artigo você verá que as consequências são ainda mais graves. Vamos lá? Boa leitura!

Consequências da queimada no solo

Sob o ponto de vista agronômico, a queimada no solo não proporciona benefícios, pelo contrário, pode trazer sérias consequências. As principais delas são:

  • Elimina nutrientes fundamentais para qualquer cultura vegetativa, como o potássio, fósforo e nitrogênio;

  • Mata microrganismos que auxiliam no desenvolvimento das plantas;

  • Reduz a umidade do solo, levando à sua compactação;

  • Desencadeia o processo erosivo e outras formas de degradação do solo;

  • Aumenta da liberação de dióxido de carbono, uma das principais causas do aquecimento global;

  • Polui nascentes, águas subterrâneas e rios por meio das cinzas;

  • Destroi habitats naturais.

Impactos gerado pelas cinzas

O solo é à base de todo o sistema agrícola. Dessa forma, as queimadas geram prejuízos na produtividade das culturas e aumenta os custos de produção.

Após as queimadas, as cinzas resultantes contaminam águas subterrâneas e superficiais. As altas concentrações de compostos nitrogenados e potássio são prejudiciais a espécies aquáticas e influenciam diretamente na qualidade da água. Em águas paradas, como em lagos e açudes, ocorre a diminuição da quantidade de oxigênio, que é fundamental para a sobrevivência dos seres aquáticos.

As queimadas são permitidas?

Tecnicamente só é permitida a realização da queimada no solo em casos de emergência fitossanitária. Ou seja, situações em que há grande incidência de pragas e doenças na lavoura. Porém, em períodos fora da época de seca é permitida a utilização da queimada controlada por produtores rurais e brigadistas em unidades de conservação.

No entanto, para aprovação do procedimento é preciso a avaliação prévia de um profissional responsável. Se mesmo com os prejuízos citados até aqui você optar por realizar a queimada no solo, esteja atento a condições climáticas como:

  • Velocidade do vento

  • Temperatura e umidade relativa do ar

  • Teor de umidade do solo e das plantas

  • Quantidade de material morto ou seco a ser queimado

Em áreas rurais, a autorização é concedida por órgãos ambientais estaduais. Portanto,  realizar a queimada no solo sem esta autorização é considerado crime ambiental, sendo punido dentro dos critérios legais.

Utilização de equipamentos adequados

Para os produtores que optam por realizar a queimada no solo é muito importante ter domínio prático sobre o assunto. O conhecimento sobre a utilização correta dos equipamentos reduz a incidência de acidentes graves que podem levar a morte dos animais e os impactos ambientais citados até aqui.

Dicas para recuperar áreas com solo degradado

A recuperação dessas áreas tem a finalidade de oferecer condições para que possa se recuperar da degradação. Os métodos para isso variam conforme a natureza da degradação. Abaixo citamos 4 dicas para essa recuperação:

1. Conheça o problema

O passo inicial é analisar o histórico de degradação e uso do solo da área escolhida que vai ser recuperada, identificando as suas causas.

2. Analisar sua capacidade de regeneração

Ainda que a regeneração possa ser um processo longo e delicado, a recuperação natural da área é o mais recomendável a se fazer, do ponto de vista ecológico. Por isso, é muito importante avaliar se a área há capacidade de recuperação natural. Se esse tipo de recuperação não for praticável, é preciso analisar os recursos disponíveis para fazer a escolha correta da técnica mais apropriada para aquela determinada área.

3. Escolher as espécies e tipo de plantio

Podemos encontrar diversas técnicas de recuperação de áreas degradadas, como por exemplo o plantio alternado, o plantio em linhas e os sistemas agroflorestais. A escolha do método de recuperação envolve a seleção das espécies que deverão fazer parte do bioma existente na área a ser recuperada. Vale lembrar que, não é aconselhável utilizar espécies diferentes da que existe na área a ser recuperada, por exemplo, usar uma espécie endêmica da Mata Atlântica em um processo de recuperação de uma área no Cerrado.

As espécies de sementes escolhidas devem possuir crescimento rápido e ter fácil propagação, para manter o solo coberto, fornecendo matéria orgânica suficiente para o solo. Depois da escolha das sementes, é preciso analisar qual será o plantio adequado para ele, que pode ser realizado através de mudas ou sementes plantadas.

4. Época ideal para colocar a mão na massa

É essencial que o cultivo seja feito no começo do período das chuvas, com o intuito de ajudar no seu crescimento.

Uma outra dica é a Irrigação, que é uma técnica utilizada com a finalidade de atender as necessidades hídricas de uma área de plantação, devido a baixa disponibilidade de água ou a uma distribuição ruim das chuvas.

Porém, para isso é essencial que o profissional tenha amplo conhecimento nesse assunto. Pois, a irrigação quando é aplicada corretamente, pode garantir a alta produtividade nas terras.

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Fonte: Brasil.Gov, Grupo Cultivar e Ciclo Vivo

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