Intoxicação por uréia em bovinos: sinal de alerta na alimentação!

Intoxicação por uréia em bovinos sinal de alerta na alimentação!Casos de intoxicação em bovinos são relativamente comuns nos rebanhos, podendo ocorrer de diversas formas, mas, principalmente pela alimentação. A intoxicação por uréia em bovinos, é um tipo bastante comuns nos atendimentos clínicos desses animais é pode apresentar diferentes tipos de causas. Esse tipo de intoxicação pode surgir em animais que não estão adaptados, ou por fornecimento incorreto na alimentação para aqueles que já estão habituados ao consumo.

O uso da uréia é muito comum na alimentação do gado de corte e de leite, pois é uma fonte protéica de baixo custo. Porém, apresenta algumas peculiaridades e exige cuidado durante o seu fornecimento.

A intoxicação por uréia em bovinos não ocorre diretamente por conta da uréia, mas sim da amônia que é fruto do processo de fermentação ruminal. Além disso, fatores como baixo teor de carboidratos digestíveis na na ração consumida pelo animal e forragens de má qualidade contribuem para a intoxicação.

Neste artigo, você vai entender melhor sobre o uso da uréia na alimentação do rebanho e como identificar sinais da intoxicação procedendo com o socorro dos animais. Confira!

Sinais característicos da intoxicação por uréia em bovinos

A intoxicação por uréia em bovinos, causada principalmente por uso inadequado do suplemento, apresenta sinais característicos que variam de acordo com a gravidade do caso. Além disso, os sinais possuem um intervalo de ocorrência que varia entre 30 minutos ou até uma hora após a ingestão da ureia. Dessa forma, é importante que o responsável pela alimentação esteja capacitado para reconhecer os sinais, principalmente se há dúvida quanto à quantidade de suplemento ingerido.

Diante disso, é importante também que o responsável quais são esses sinais para que possa reconhecê-los. Assim, os sinais mais comuns da intoxicação por uréia em bovinos são:

  • Convulsões;

  • Espasmos violentos;

  • Respiração acelerada;

  • Tremores musculares;

  • Transpiração abundante;

  • Animais contraindo a orelha.

Conhecer todos os detalhes do manejo nutricional do rebanho ajuda a prevenir que este problema aconteça. E mais, ajuda no diagnóstico rápido, aumentando as chances de recuperação do animal. Assim, para casos em que a intoxicação é observada, o responsável precisa não só saber relatar como foi feito o manejo, mas que saiba que fazer diante dessas situações até que o veterinário encarregado chegue ao local.

Dicas para o uso correto da uréia

Antes da tatar de como agir em situações de intoxicação por uréia em bovinos, é importante também mostrar o jeito correto de usar esse suplemento protéico na alimentação do rebanho. Além disso, é importante que produtores e trabalhadores do setor entendem que o problema não está no uso da ureia em si, e sim na maneira como esta é usada nas dietas. Assim, temos algumas recomendações que vão auxiliar no momento de seguir com esse tipo de suplementação do rebanho.

Primeiramente, ao pensar na alimentação do rebanho, o objetivo é satisfazer as exigências nutricionais, principalmente em termos de energia e minerais. No caso do uso da uréia na ração, é importante que o nitrogênio da substância não ultrapasse 33% do nitrogênio total da dieta.

No caso de animais alimentados com concentrados, o ideal é que a uréia não exceda 3% da mistura. Além disso, deve ser ministrada de forma homogênea no alimento concentrado para que o animal faça a ingestão regular.

Com relação à frequência de fornecimento, o ideal é que ocorra pelo menos duas vezes ao dia e que o controle do consumo individual seja bastante rigoroso. A uréia é muito utilizada misturada a cana-de-açúcar e as palhadas como as de arroz, cevada e feijão. Sabendo usar adequadamente você se livra do risco de intoxicação por uréia em bovinos e utiliza um alimento de baixo custo.

Como agir em casos de intoxicação por uréia em bovinos

Diante de situações de intoxicação por uréia em bovinos é fundamental agir de forma rápida. Uma ação simples e que pode servir como boa alternativa é usar água gelada, em grande quantidade, cerca de 20 a 40 litros por animal. Essa prática ajuda a reduzir a temperatura ruminal e a atividade da urease. Assim, os efeitos são retardados, garantindo que o animal tenha melhores condições até que o veterinário possa oferecer o tratamento adequado.

É importante destacar que sim, a presença do veterinário e a realização de um exame e acompanhamento do rebanho intoxicado é importante. Contudo, é possível que tratadores e produtores se capacitem para prevenir e agir diante de situações emergenciais como esta. Seja contendo o animal da maneira correta, realizando o transporte ou o isolamento, até evitando superstições e práticas caseiras, que podem agravar ainda mais a saúde do gado. Vale sempre ter em mente que quem trabalha com o rebanho é quem sempre estará primeiro no local e, portanto, precisa saber reconhecer sinais da intoxicação e saber agir de forma correta facilitando o trabalho do veterinário.

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Fonte: Nutroeste e Coimma

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