5 plantas tóxicas para bovinos para ficar atento

Plantas tóxicas para bovinos estão entre as maiores preocupações de produtores e pecuaristas que criam gados soltos no campo. A intoxicação em bovinos está entre uma das causas mais importantes de perdas de bovinos adultos no Brasil. Por isso, é fundamental o conhecimento em botânica. 

 

Tendo em vista que a ingestão de determinados tipos de vegetação provoca danos diversos à saúde do animal, te convidamos para conhecer as 5 plantas tóxicas para bovinos que mais merecem atenção. Boa leitura!

 

Riscos econômicos da intoxicação em bovinos

 

Atualmente no Brasil, casos de intoxicação por plantas são comuns entre as taxas de mortalidade. A  perda do animal depende da quantidade da planta consumida ou do nível de toxicidade da espécie. Mas, as consequências fatais são as mais prejudiciais ao rebanho. 

 

A importância econômica das intoxicações deve-se, principalmente, a fatores como: diminuição da produção e custos com medidas profiláticas e de controle. As principais causas relacionadas às intoxicações por plantas incluem palatabilidade, fome, sede, acesso a plantas tóxicas, período de ingestão, resistência/susceptibilidade dos animais às intoxicações e, principalmente, desconhecimento da planta. 

 

Principais plantas tóxicas para bovinos

 

1. Cipó-preto, Cipó-ruão, Cipó-vermelho

 

Pertencente à família Malpighiaceae, esta é uma planta perene, presente em todos os estados da região Sudeste. A época que mais ocorre a intoxicação é durante a seca, já que a espécie continua verde no pasto, atraindo os animais. 

 

Entre os principais sinais clínicos estão: Edema de barbela e na região esternal, jugular com pulso positivo, aborto, relutância do animal em andar, emagrecimento progressivo, fezes ressequidas. 

 

2. Cicuta, funcho-selvagem

 

Presente nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, essa planta da família Umbelliferae, tem como princípios tóxicos os alcalóides (coniína, coniceína) voláteis. Tem em média 180 cm de altura, caule oco, coberto com manchas púrpuras e folhas pinatipartidas. É conhecida como uma planta perene. 

 

Os sinais clínicos quando um bovino ingere a planta são: dificuldade de deglutição, respiração e locomoção, incoordenação, tremores musculares, prolapso da terceira pálpebra, salivação, eructação intensa, regurgitação do conteúdo ruminal, movimento de pedalagem, abortos e nascimentos de bezerros com defeitos teratogênicos.

 

3. Espichadeira 

 

A espichadeira pertence à família Solanaceae e é encontrada no pantanal do Mato Grosso em terrenos argilosos e região alagadiça. Sua intoxicação acontece em bovinos acima dos 15 meses, principalmente entre julho e setembro.

 

O princípio ativo que deixa essa planta tóxica é o calcinogênico (vitamina D). Sua intoxicação causa emagrecimento progressivo, pelos ásperos, sinais de fraqueza, abdômen retraído, dificuldade de locomoção e andar rígido, apoio das pinças dos cascos no chão, principalmente nos membros anteriores. 

 

Além disso, em caso de movimentação brusca, os animais intoxicados apresentam insuficiência cardíaca e respiratória, caracterizadas por cansaço e dispneia, carpo ligeiramente flexionado e cifose, decúbito, pulso arterial duro, arritmias cardíacas. 

 

4. Mamona, palma-de-cristo, carrapateira, regateira

 

Apesar de estar presente em todo o país, a intoxicação é mais observada no Nordeste, em períodos de seca, quando o animal apresenta mais fome. As partes nocivas da planta são as folhas e as sementes, que apresentam ricinina, riboflavina, óleo de rícino e ácido nicotínico.

 

Quando intoxicado, o gado apresenta inquietação, necessidade de deitar depois de certa marcha, desequilíbrio, sialorréia, tremores musculares, eructação excessiva e atonia ruminal. Quando consomem as sementes, são percebidas incoordenação, diarreia sanguinolenta, anorexia, dores abdominais, insuficiência respiratória e insuficiência renal aguda. 

 

5. Erva-de-rato, café-bravo, cafezinho, erva-café, roxa, roxinha, vick

 

Considerada a mais perigosa e a que mais mata bovinos no Brasil, ela está presente em praticamente todo o país, com alta ocorrência na região amazônica. Sua família é a Palicourea marcgravii e se desenvolve em terras firmes com alta pluviosidade, crescendo em capoeiras, beira de matos e em pastos recém-formados. 

 

Bovinos com intoxicação têm sinais como desequilíbrio do trem posterior, tremores musculares, taquicardia, dispneia, queda em decúbito esterno-abdominal e depois lateral, mugido e convulsão. A partir do início dessas manifestações, o animal pode morrer em um intervalo de 15 minutos.

 

Saiba como combater a intoxicação no seu rebanho

 

Conhecer as plantas tóxicas e afastá-las do rebanho é o principal ponto para combater intoxicação em bovinos. Todavia, quando já aconteceu, o criador precisa agir rapidamente. Situações emergenciais requerem alto conhecimento, pois são elas as responsáveis por salvar a vida do animal. 

 

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Fonte: Fundação Roge, Rehagro Blog, Arames Belgo, CPT Cursos Presenciais. 

 

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