O que é hipocalcemia em vacas e quais os riscos?

A hipocalcemia em vacas, também conhecida como febre do leite, é uma comorbidade do metabolismo que afeta, na maioria das vezes, as fêmeas leiteiras. A doença é mais comum no período de transição, até 72 horas depois do parto, e o animal acometido por hipocalcemia pode apresentar diferentes sinais clínicos.

 

A enfermidade é dividida em estágios e conhecer qual a causa, como diagnosticar e como socorrer uma fêmea nessa situação é imprescindível para salvar o animal. Saiba tudo sobre hipocalcemia em vacas a partir de agora!

 

Causas da hipocalcemia em fêmeas bovinas

 

A hipocalcemia é caracterizada pela baixa quantidade de cálcio no sangue. Nas vacas, o período de transição é considerado o momento em que ocorrem profundas modificações hormonais, anatômicas e fisiológicas no organismo da vaca visando prepará-la para o parto e posterior produção de leite. 

 

As mudanças de estado fisiológico durante este período ocorrem em um tempo muito curto, sendo insuficiente para o animal ativar os mecanismos que mantém os níveis normais de cálcio no sangue. Como consequência, a fêmea não consegue levantar após o parto, por falta de minerais que auxiliam nas funções nervosas e musculares.

 

A doença é ainda mais comum entre as vacas leiteiras mais velhas, a partir da terceira cria, pois elas têm ainda menor reabsorção óssea de cálcio do que as mais novas. 

 

Principais sinais clínicos da hipocalcemia

 

A hipocalcemia em vacas pode ocorrer de duas formas: a forma subclínica, quando os valores de cálcio sérico se situam abaixo de 8,5 mg/dL e a forma clínica quando dos valores de cálcio abaixo de 5,5 mg/dL. 

 

Os sintomas da doença variam de acordo com os estágios. No primeiro estágio, o animal apresenta dificuldade em se mover e se alimentar, podendo ocorrer excitação, tetania, tremores de cabeça e dos membros. Além disso, é comum haver protusão da língua e rigidez durante o decúbito.

 

Quando não diagnosticado no início, a transição para o segundo estágio pode evoluir em uma hora. Nessa fase o animal apresenta incapacidade de se levantar, tendendo a tomar posição de decúbito esternal. Também são sinais clínicos desse estágio: redução da tetania, sonolência, apatia, cabeça dobrada para o lado ou pescoço esticado com a cabeça no chão, protusão da língua, parada ruminal e até constipação. 

 

A duração do segundo estágio varia de 1 a 12 horas. Por fim, o terceiro e último estágio da hipocalcemia é caracterizado pela flacidez da musculatura, onde o animal se torna incapaz de assumir a posição de decúbito esternal, favorecendo o aparecimento de timpanismo. Ocorre também hipotermia, bradicardia com pulso praticamente impalpável e o coma. Se a fêmea não receber tratamento imediato, morrerá em poucas horas devido a parada cardiopulmonar. 

 

Como prevenir a enfermidade nas vacas

 

Diagnosticar a hipocalcemia é fundamental para tratá-la logo no início. O diagnóstico deve ser feito a partir do histórico e nos sinais clínicos do animal, além da mensuração do mineral no sangue.

 

Todavia, a melhor maneira de evitar tamanho prejuízo para a produção de leite é através da prevenção. A primeira medida é reduzir o fornecimento de cálcio para os animais antes do parto. Além disso, o manejo nutricional do animal deve ser pensado com dietas aniônicas no pré-parto. Este tipo de nutrição ativa mecanismos capazes de aumentar o cálcio no sangue.

 

Se a prevenção não for feita corretamente ou se ela não for uma preocupação no rebanho, a melhor maneira de evitar a perda do animal é através do socorro imediato. Pecuaristas e criadores precisam saber agir em situações que exigem urgência. Afinal, além da hipocalcemia em vacas, existem muitas outras emergências que podem acontecer.

 

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Fontes: Prodap, Pubvet,JA Saúde Animal.

 

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