Aditivo melhorador de desempenho é permitido para bovinos em confinamento

O Ministério da Agricultura (Mapa) autorizou a comercialização do aditivo melhorador de desempenho Zilmax®, pela MSD Saúde Animal no Brasil. O produto, produzido pela MSD e indicado exclusivamente para bovinos em confinamento, é um estimulante do crescimento para ganho de massa corporal e melhor conversão alimentar.

Segundo Tiago Arantes, gerente de produtos da multinacional, o melhorador permite produzir mais carne por animal, através do aumento no rendimento da carcaça. O aditivo estava previsto chegar ao País em julho, quando estará à disposição do pecuarista, em tempo de ser comercializado para a fase final da terminação dos animais confinados na entressafra.

De acordo com Arantes, a molécula do melhorador já é usada há 14 anos no México e na África do Sul e tem sido aplicada no rebanho norte-americano há 6 anos, com comprovação de ganho de peso em média de 1@, no período de uso do aditivo. Conforme orientação do gerente de produtos, o aditivo deve ser usado antes do abate do bovino, entre 20 e 40 dias.

Logo após a aprovação do Mapa, a filial brasileira da MSD Saúde Animal solicitou a importação do aditivo da unidade francesa onde é produzido. Segundo Arantes, parte do lote virá de avião, devido à urgência da demanda, e o restante será trazido de navio.

No Brasil, os beta-agonistas são liberados desde 1996 apenas para suinocultura. O uso dos aditivos trouxe resultados considerados positivos pelo setor, como a melhoria no ganho de peso, a conversão alimentar e a deposição de carne magra. Mas confinadores de bovinos não podiam fornecer o produto ao gado por causa da Instrução Normativa nº 10, que proibia o uso de substâncias naturais ou artificiais com atividade anabolizantes no País, incluídas as desprovidas de caráter hormonal.

O uso do aditivo era proibido para bovinos em confinamento pelo trecho da Instrução Normativa nº 10, o qual trata das substâncias anabolizantes e representava obstáculo à liberação dos beta-agonistas.

No ano passado, a Associação Brasileira de Confinadores (Assocon), a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) solicitaram a mudança na legislação para que os beta-agonistas também pudessem ser aplicados na bovinocultura. Atendendo à solicitação, em decorrência da demanda da produção de carne, o Mapa excluiu dessa Instrução Normativa o quesito que impedia o uso do produto e publicou, em dezembro de 2011, a IN nº 55, que garante o acesso da pecuária bovina ao aditivo.

 

 

Fonte: Portal DBO

Adaptação: Revista Agropecuária

   

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