O manejo da irrigação é um recurso para racionalizar a aplicação de água

Para garantir que a produção se desenvolva como planejado, sem que a falta de chuvas altere os índices de produtividade e de rentabilidade previamente estabelecidos, a distribuição de água de maneira artificial em pastagens por meio de irrigação se torna um meio necessário. A utilização dessa tecnologia para exploração de pastagens no Brasil ainda é bastante empírica.

Vale lembrar que a irrigação é uma tecnologia agrícola final, ou seja, o pecuarista que pretende utilizá-la deve também, ser um bom agricultor. Antes de irrigar o pasto, devem-se aplicar tecnologias que promovam altas produções de forragem, como preparo do solo, correção da fertilidade do solo com base em análise química, escolha da melhor espécie e cultivar, semeadura em nível a fim de evitar erosões, adubações de manutenção e cobertura para as plantas, e combate a pragas e doenças, especialmente formigas no caso de pastagens.

O manejo da irrigação é um recurso para racionalizar a aplicação de água às culturas de maneira complementar. Requer certos procedimentos para determinar o turno de rega (frequência), bem como medir a quantidade de água da próxima irrigação (lâmina de água). No Brasil as dificuldades para utilizar as inúmeras fórmulas para determinar a perda de água das plantas por evapotranspiração, por meio de vários métodos, têm levado os irrigantes a fazer o manejo de água com o maior erro do ponto de vista técnico, econômico e ecológico, que é o predeterminado, ou seja, a aplicação de 5, 8, 11, 12, 15 ou "n" mm de água (lâmina de água), a cada 3, 5, 6, 7, 8 ou "n" dias sem chuvas (frequência).

O uso da água no Brasil foi institucionalizado pela lei Federal 9984/00, criando-se a Agência Nacional das Águas (ANA), cuja missão é implementar políticas, bem como criar resoluções sobre o gerenciamento dos recursos hídricos. Dentre essas, o aproveitamento da água para irrigação, quando essa atividade gerar concorrência entre os usuários, ou mesmo cause impactos ambientais, torna-se necessário à emissão de "outorga". A outorga, nada mais é do que o instrumento necessário para assegurar ao usuário o efetivo direito de acesso à água, bem como realizar os controles quantitativo e qualitativo dos recursos hídricos. A ANA é a responsável pela análise dos pleitos e da emissão de outorgas de direito de uso de recursos hídricos de domínio da União (rios ou lagos que banham mais de uma unidade federada, ou que sirvam de fronteira entre essas unidades, ou de fronteira entre o território do Brasil e o de um país vizinho). Em corpos hídricos de domínio dos Estados e do Distrito Federal, a solicitação de outorga deve ser feita às respectivas autoridades outorgantes estaduais.

A utilização de irrigação aspersão é recomendada de acordo com a cobertura vegetal da superfície do solo pelas pastagens. A aspersão é um sistema, basicamente composto por tubulações, aspersores e conjunto motobomba, para captar água de determinada fonte (rios, lagos, represas e outras) e conduzi-la até as plantas. É mais indicado para solos de boa infiltração (franco-arenosos), que requerem irrigações mais constantes e em menor quantidade, a fim de não exceder a capacidade de armazenamento de água.

No Brasil os sistemas de aspersão mais utilizados são os convencionais (primeiro a ser utilizado) e os não convencionais (utilizados em situações especiais de solo, topografia, tamanho da área e outros).

Na aspersão convencional, aplica-se a água à cultura por meio de aspersores instalados ao longo de uma tubulação. É portátil, quando as tubulações de distribuição e as linhas laterais são transportadas para várias posições na área irrigada. É fixa, quando as tubulações de distribuição e as linhas laterais cobrem toda área irrigada.

Os sistemas não-convencionais são empregados em condições especiais e dependem da capacidade de investimento do produtor. Nesse grupo, destacam-se o canhão hidráulico e o pivô central. Essa tubulação recebe água de uma adutora subterrânea, que vai até o "ponto pivô" (dispositivo central), de onde o sistema se move continuamente por dispositivos elétricos ou hidráulicos instalados nas torres.

Um projeto de irrigação em pastagens para gado de corte foi desenvolvido em Goiás. Os resultados observados demonstraram que a irrigação em pastagens para gado de corte é uma técnica viável economicamente.

Fonte: Agro Mundo

Adaptação: Revista Agropecuária

 

 

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