Febre aftosa: calendário de vacinação começa a partir do dia 15 de março

Febre aftosaFebre aftosa é uma doença infecto contagiosa causada pelo vírus pertencente ao gênero Aphtovirus da família picornaviridae. Normalmente afeta animais de cascos bipartidos, bovinos, bubalinos, suínos e ovinos e pode acabar com rebanhos inteiros. Os animais acometidos costumam apresentar perda de apetite, febre, dificuldade para mastigar, erosão da mucosa da boca, nas tetas e entre os dedos.

Outro problema são os prejuízos indiretos causados pelos embargos econômicos dos países que importam a nossa carne. Essa preocupação está relacionada com a capacidade que os produtos advindos de animais infectados têm de carregar o vírus. Produtos como a carne in natura com sangue, leite cru e seus subprodutos.

O vírus possui alta resistência ao congelamento, e para ficar inativo precisa ser submetido a temperaturas superiores a 50° C. E mais, são capazes de sobreviver em locais com ph neutro, como gânglios linfáticos e medula óssea dos animais. Outro local favorável para sua sobrevivência são as forragens contaminadas, se elas estiverem em condições “boas” condições de temperatura, o vírus pode sobreviver por cerca de um mês.

Transmissão e Calendário de vacinação

Grande parte do vírus causador da febre aftosa está presente no fluido das vesículas. Porém, podem também ser encontrados na saliva, no leite e nas fezes dos animais que foram acometidos. O problema é tão sério que um objeto contaminado se torna fonte de transmissão da doença entre os rebanhos. Pode também ser transmitida por via aérea, em condições favoráveis de clima costuma se espalhar por longas distâncias.

Para manter o rebanho protegido é fundamental acompanhar o calendário de vacinação, pois é o meio mais eficiente de prevenção. A cada seis meses é preciso vacinar os animais com menos de 24 meses de vida. Já os mais velhos, devem ser vacinados apenas uma vez por ano. Direto do Ministério de agricultura pecuária e abastecimento (MAPA), o Coordenador geral do programa nacional de erradicação e prevenção da febre aftosa, Diego Vialli falou sobre o calendário de vacinação que começa no dia 15 de março.

Os primeiros estados que vacinarão são o Amazonas e alguns municípios do estado do Pará. Em seguida, no dia primeiro de maio os demais entes federativos iniciam a vacinação. Diego destacou a importancia da cobertura vacinal na prevenção do rebanho em relação a febre aftosa e comentou sobre a redução na dose da vacina. Assunto sobre o qual falaremos mais adiante.

Cuidados importantes com a vacina de aftosa

Segundo informações divulgadas no site do MAPA, em maio deste ano começará a ser aplicada a vacina de 2 ml contra a febre aftosa. Além da dose reduzida, houve a retirada da substância saponina. Essa modificação ocorreu por uma exigência dos produtores, diante de vários casos de abcessos que traziam prejuízos constantes para o rebanho brasileiro.

Com a mudança na quantidade aplicada espera-se que seja menor a incidência de reações alérgicas, formação de edemas e lesões no local onde a vacina foi aplicada. Aliás, a aplicação deve ser feita preferencialmente via subcutânea, objetivando uma maior eficiência do produto e para evitar perdas no abate. 

Existem alguns cuidados especiais que devem ser tomados ao longo do processo de vacinação, listamos alguns abaixo. Confira:

  • Esteja atento para realizar a aplicação em local adequado;

  • Os animais devem ser manejados adequadamente no brete;

  • Adquira vacinas somente em estabelecimentos credenciados por órgãos;

  • Etapas como conservação, transporte e armazenamento da vacina precisam de atenção especial;

  • As agulhas utilizadas devem ter o calibre e tamanho adequado, além de serem previamente esterilizadas.

Principais sinais da febre aftosa

Antes de tudo é preciso lembrar que ao suspeitar de casos de aftosa, a primeira providência a ser tomada é notificar o escritório de serviço veterinário mais próximo a sua região. Normalmente os sintomas da febre aftosa são mais intensos em bovinos e suínos. Aliás, em bovinos, nos dois primeiros dias o animal começa a apresentar febre alta.

Nos dias seguintes é comum aparecer aftas em regiões como a boca, afetando os lábios, a língua e a gengiva. Podem aparecer também nos tetos e entre os cascos do animal. As aftas na boca dos animais impede que eles consigam se alimentar direito, trazendo as seguintes consequências:

  • Salivação excessiva

  • Diminuição do volume de leite produzido

  • Dificuldade de mastigar e engolir os alimentos

  • Emagrecimento em função da dificuldade de se alimentar

Diagnóstico e medidas importantes a serem tomadas

O primeiro passo é observar a existência de feridas, porém o diagnóstico da febre aftosa é realizado clinicamente. Apenas análises laboratoriais de parte do tecido da mucosa dos animais afetados é que podem trazer a confirmação. Bovinos acometidos pela enfermidade costumam se recuperar naturalmente. Porém, é realizado o sacrifício sanitário para evitar que a doença se espalhe. A carcaça é destruída e em alguns casos é realizado o tratamento para inativação do vírus.

O médico veterinário é o profissional responsável por diagnosticar a doença, mas é importante que os criadores saibam identificar os sinais para comunicar o mais rápido possível sobre a possibilidade de algum caso. Quando ocorre a confirmação do problema em alguma propriedade é estabelecida uma zona de proteção. O raio de atuação é definido de acordo com o serviço veterinário e chega a 3 quilômetros.

Saúde do rebanho e o papel do médico veterinário

Órgãos como o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) em parceria com a iniciativa privada se preocupam em desenvolver programas visando erradicar a febre aftosa nos rebanhos brasileiros. Além disso, o MAPA disponibiliza um banco de dados com relatórios técnicos que servem de suporte na prevenção de doenças e melhoria da saúde animal. O último caso identificado no Brasil foi em 2006 no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O médico veterinário e ator fundamental no contexto da saúde pública, aliás, a saúde humana e animal estão diretamente relacionados. A população utiliza a carne animal como fonte de proteínas. Porém, situações como a febre aftosa podem causar prejuízos a saúde humana e redução na quantidade de alimentos disponíveis. Pensando na importância deste profissional, em 1946 a Organização Mundial da Saúde trouxe a definição das áreas de atuação da medicina veterinária dentro do campo da saúde pública. São elas:

  • Controle de zoonoses;

  • Higiene dos alimentos;

  • Trabalho de laboratório;

  • Trabalho de biologia e atividade experimentais.

É cada vez maior o número de profissionais formados e atuando na área de medicina veterinária. Assim, é normal de se esperar que o mercado esteja cada vez mais competitivo. Demanda profissionais capacitados com a vivência das técnicas em campo e que saibam prevenir e solucionar problemas de forma rápida. Nos cursos de gado de corte do CPT Cursos Presenciais você tem a oportunidade de aprender técnicas valiosas com os melhores especialistas do Brasil.

Os cursos são ministrados na Fazenda Escola CPT, um dos maiores centros de treinamento privado do Brasil relacionados a área de medicina veterinária e agropecuária. Além de ser uma unidade de ensino, a Fazenda Escola CPT, é uma fazenda produtiva. Com isso, todos os alunos presenciam o dia-a-dia de várias atividades ligadas à produção agropecuária como: gestão, manejo geral, nutrição, sanidade, reprodução e melhoramento genético.

Seja o especialista que o mercado precisa e o profissional renomado que você sempre sonhou. Clique no banner abaixo e confira todos os cursos voltados para área de gado de corte.


 

Fonte: Mapa, Canal Rural e Agricultura.Gov

Artigos

Bovinos

Destaques

Sites relacionados
Revista Veterinária Revista Veterinária Portal Suínos e Aves Tecnologia e Florestas
© 2019 Revista Agropecuária. Todos os Direitos Reservados.