Saiba mais sobre as boas práticas de fabricação de ração

Saiba mais sobre as boas práticas de fabricação de raçãoDentro da criação animal, como já apontamos em outros momentos, grande parte do custo de produção vem da alimentação dos animais. Esse valor chega a 70% do gasto total com a produção. Isso ilustra o peso de uma alimentação de qualidade, já que esse valor precisa voltar para o produtor com a venda do produto final. Como a alimentação, além do peso no custo, tem impacto direto na qualidade do que é obtido, muitos produtores têm recorrido à fabricação de ração.  

Seja dentro das propriedades, ou como fornecedor, a área de fabricação de ração tem oferecido uma oportunidade de mercado vantajosa. Pensando nisso, para que esse setor obtenha bons resultados, é recomendada a adoção das boas práticas de fabricação de ração (BPF). As BPF são os procedimentos envolvidos na gestão de qualidade e nos princípios de Análise de Perigos e Pontos Críticos e Controle (APPCC).

Assim, a implementação as boas práticas de fabricação de ração oferece diversas vantagens, desde qualidade do produto à regulamentação. Nesse aspecto as BPF representam práticas aliadas do produtor para o sucesso no segmento.

Regulamentação da fabricação de ração

Como parte fundamental para garantir as boas práticas de fabricação de ração, o MAPA é o órgão dirigente responsável por regulamentar e fiscalizar os produtos para alimentação animal. Todos os ingredientes utilizados nas rações, suplementos e aditivos alimentares devem ser registrados no MAPA, seguindo padrões de higiênicas e sanitárias pré-determinadas.

Dessa forma, o objetivo do MAPA é garantir a segurança dos produtos exportados e importados, assim como, normas de fabricação e comercialização, além do registro e a da fiscalização. Assim, a produção deve se basear na Instrução Normativa nº04/2007,  que é fundamentada nas boas práticas de fabricação de ração.

Outro ponto importante sobre a regulamentação é que os pedidos de registros de produtos devem ser encaminhados ao setor responsável pela fiscalização. Assim, para o registro existe um modelo de relatório que deve ser preenchido e encaminhado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento responsável pelo registro. Entretanto, alguns produtos são isentos de registro.

Consequências de não seguir as boas práticas de fabricação de ração

As boas práticas de fabricação de ração são importantes para o setor, por garantirem a qualidade do que está sendo produzido. Assim, quando essas práticas não são implantadas, o estabelecimento pode sofrer com alguns problemas durante a fiscalização, desde perda da qualidade até penalizações e multas.

Por isso é importante que as BPF estejam descritas e aplicadas de forma abrangente na fabricação de ração. De forma geral, as boas práticas envolvem os seguintes aspectos:

  • Participação da mão de obra;

  • Condições do uso dos equipamentos;

  • Conservação da matéria-prima;

  • Uso de embalagens;

  • Uso e preservação de rótulos;

  • Manutenção adequada em armazenamento de insumos;

  • Uso de transporte na distribuição e qualidade do produto.

Assim, fica claro como  as ações devem estar envolvidas em todo o processo de forma a garantir que o produto final atenda às normas e necessidade de fiscalização e mercado. Outro ponto importante é que toda a mão de outra precisa estar envolvida, isso quer dizer as boas práticas de fabricação de ração precisam estar claras para todos os que participam do processo. Assim, os processos são executados de maneira mais eficiente e há menos desperdícios e erros ao longo das outros aspectos.

Apesar de toda a implicação das boas práticas de fabricação de ração nesse setor, ainda existem muitos empresários da área que tem dificuldades em sua implementação. Seja por questões burocráticas ou processuais, que podem envolver colocar em práticas as ações de manuais normativos, fato é que mesmo com a fiscalização ainda existem estabelecimentos irregulares.

Com isso, é importante a capacitação constante para que a gestão se mantenha atualizada e alinhada com as normas e com as demandas de mercado, garantindo um produto de qualidade  e maior lucratividade.

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Fonte: Nutritime, Embrapa e Multi Jr.


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