Anatomia reprodutiva das vacas: primeiro passo para a inseminação bovina

Anatomia reprodutiva das vacas primeiro passo para a inseminação bovinaA aplicação de biotécnicas de reprodução animal demanda diversos conhecimentos por parte do inseminador, sendo o principal deles a anatomia reprodutiva das vacas. O conhecimento anatômico e fisiológico é imprescindível, pois permite ao pecuarista observar as estruturas presentes no trato reprodutor bovino e a funcionalidade de tais estruturas. 

Para melhor aproveitamento dos resultados da Inseminação Artificial, também é fundamental compreender os eventos presentes no ciclo estral e como estes fatos influem no comportamento da fêmea. 

Se você tem interesse em trabalhar com bovinos e alcançar altos índices de produtividade com o seu rebanho, continue a leitura do texto abaixo e aprenda sobre a anatomia reprodutiva das vacas. 

Aparelho genital da fêmea bovina

O aparelho reprodutor das vacas é composto pelos ovarios, oviductos, útero, cérvix, vagina, vestíbulo e vulva. Os ovários representam órgãos de relevância pois, além de pares, estão envolvidos na endocrinologia reprodutiva e na gametogênese, com a função de produção de óvulos e hormônios (estrógeno e progesterona). 

Outro órgão de suma importância é o útero. Dividido em três partes, corpo, cornos e colo, tendo um septo que separa os dois cornos (septo intercornual), a principal função uterina é de abrigar o embrião e posteriormente o feto. Já o cérvix ou colo, é a base de todos os trabalhos de Inseminação Artificial

Formado por anéis cartilaginosos com função específica de fechamento do canal, de consistência mais dura, onde sua cavidade reduzida longitudinalmente, liga a vagina ao corpo do útero. Existem raças em que o colo é menor ou maior do que outras. Nas novilhas o colo é sempre menor e mais fino, aumentando de tamanho à medida que o animal tem partos sucessivos, por exemplo. 

Por fim, a vagina é um órgão copulatório, onde o sêmen é depositado na sua porção final durante a inseminação. Está localizada entre o colo do útero e os lábios vulvares, com forma tubular e diferentes diâmetros internos em consequência do grande número de pregas, apresenta um comprimento aproximado de 30 cm. A genitália externa é composta, ainda, pela vulva, que constitui o fechamento externo do trato genital feminino.

Vale ressaltar que, em termos fisiológicos, as fêmeas bovinas se apresentam como poliéstricas não sazonais, com ciclos estrais regulares intervalados em 21 dias. Em condições fisiológicas normais o ciclo possui quatro fases: proestro, estro, metaestro e diestro. 

Importância de conhecer as estruturas do sistema reprodutor

Conhecer a anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor de fêmeas bovinas, facilita diagnósticos, permitindo a utilização de ferramentas e técnicas corretas, manipulando o ciclo estral e aumentando a eficiência reprodutiva. 

Além disso, um bom inseminador conhece todos os fatores que podem interferir no procedimento, mantendo os cuidados que podem afetar o resultado genético, como manejo nutricional e sanitário adequados. 

Trabalhar com bovinos está em alta. O investimento na biotecnologia em reprodução animal no Brasil é crescente já que o Brasil é o terceiro maior mercado de carne e leite do mundo e lidera a lista dos países com maior biodiversidade.

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Fontes: Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, Embrapa, Pubvet,  Inseminação Artificial.

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